11 jun 2015

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Novos ares na Toca

Ramon Campanate
http://azulestrelado.com.br/blog/author/ramon_campanate/

Saudações, China Azul!

O Cruzeiro está totalmente focado no Campeonato Brasileiro. Afinal, nesse primeiro semestre, pouco se aproveitou das sucessivas trapalhadas e más escolhas feitas pela diretoria celeste.

Após a derrota sofrida no Orlando Scarpelli no final de semana que sucedeu o fiasco da eliminação na Libertadores, a diretoria decidiu demitir o técnico Marcelo Oliveira, mesmo após garantir a permanência do treinador em declarações pós-eliminação. Dessa forma, o Marcelo encerrou um ciclo vitorioso de dois anos em que o Cruzeiro monopolizou o campeonato brasileiro. Para assumir o cargo vago, a diretoria fechou com o Vanderlei Luxemburgo, velho conhecido da torcida e técnico que traz boas recordações ao Cruzeiro.

Todas as circunstâncias apontavam para o agravamento da crise e um vexame no confronto clássico contra o galo no horto marcado para o final de semana que se seguiu da contratação do professor Luxa. Ora, o novo técnico fora contratado na terça, o Cruzeiro jogaria na quarta-feira em um jogo dificílimo contra o Flamengo (outro time que, assim como o Cruzeiro, estava buscando reabilitação na competição), e no sábado enfrentaria o rival Atlético Mineiro.

O cenário de caos estava montado, pois, ao que tudo indicava, o time entraria para jogar do mesmo jeito que o Marcelo Oliveira armou durante esse ano, visto que o novo comandante não teria tempo de fazer qualquer mudança expressiva. O que ninguém previa é que o Cruzeiro conquistaria os 6 pontos que disputara no comando do Luxa.

Luxemburgo gesticulou bastante durante coletivo desta quarta, na Toca II

Pois é, não sei que tipo de bronca o “profexô” deu no time, ou se foi apenas obra dos “deuses do futebol”, mas a equipe conseguiu vencer o Flamengo com muito suor e depois foi ao Horto e despachou os mandantes com tamanha facilidade que nem o mais otimista dos cruzeirenses apostariam. São exatamente essas surpresas que fazem do futebol um esporte tão amado, não é?

Confesso, assim como vi muitos torcedores criticando, não fui a favor da demissão do treinador Marcelo Oliveira, mas a cabeça de alguém tem que rolar quando o time não apresenta resultados positivos, e no futebol brasileiro o técnico costuma ser o degolado.

Se o Luxemburgo é uma solução a curto prazo, se é o técnico que precisávamos, se brigaremos no meio da tabela ou pelo título, são indagações das quais eu não tenho resposta, mas, ao que parece, o Cruzeiro precisava sim de novos ares. Ainda que seja cedo para falar, os resultados apareceram e as coisas voltaram ao normal contra o segundo time das Minas Gerais.

Por parte da diretoria, a torcida ainda aguarda contratações que venham para jogar. Já falaram em Renato Cajá, mas o empresário já sinalizou a permanência do jogador na macaca; também foi especulado o nome de um meia do Porto de Portugal chamado Quintero, jovem colombiano, canhoto e habilidoso; Robinho também é outro nome que tem contato com o Luxemburgo e o jogador  encontra-se em um impasse com o Santos sobre sua renovação.

De todo modo, espero que as mudanças continuem, que a diretoria cumpra a promessa de contratação feita desde o início do ano e que o time continue no brasileirão com a mesma pegada demonstrada no jogo do último final de semana. O Vanderlei chegou bem, é um técnico experiente, tem identidade com o time e precisa do apoio do torcedor.


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Ramon Campanate

Ramon Campanate, estudante, cruzeirense desde o nascimento, apreciador do futebol, dias de jogos do Cruzeiro é uma solenidade ímpar reunindo meu pai e irmãos para prestigiar o amado clube mineiro azul celeste.